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DIA DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO – ENTREVISTA COM A PROFESSORA ROSINA

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“Informação gera empatia, empatia gera respeito!” Esse é o tema da campanha nacional de 2025 para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado todo 2 de abril. A frase reforça que o conhecimento é o caminho para derrubar preconceitos e promover respeito e inclusão para pessoas autistas.
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Entender que o transtorno do espectro do autismo (TEA) é um espectro, nos ajuda a agir com empatia no dia a dia. Seja ensinando crianças sobre o autismo, respeitando formas diferentes de comunicação ou adaptando ambientes de trabalho, cada atitude contribui para uma sociedade mais acolhedora tanto para autistas, como para suas famílias.
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No município de Anita Garibaldi temos a Rosina Ferreira, de 43 anos, uma pessoa de muito empenho e dedicação, possuindo laudo de autismo, desde seus 19 anos, mas que segue uma vida muito parecida com as demais, e porque não dizer igual. Professora há dez anos, já atuou no ensino regular e atualmente é professora de sala na APAE de Anita Garibaldi, com uma carga horária de 40 horas semanais.
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Rosina Ferreira também é integrante da Associação TEAMA em Anita Garibaldi, com formação em pedagoga e Neuro psicopedagoga.

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Hoje ela concede entrevista para a nossa equipe, neste dia do Autismo.
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Rádio Alegria FM – Rosina, como foi ter sido diagnosticada com autismo mesmo depois de um certo tempo?
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Rosina – Na época minha mãe não aceitava e foi nos meus 19 anos as primeiras investigações, com várias consultas, exames e testes físicos. Passei por 3 Neurologistas, onde chegaram à conclusão de que eu tinha o transtorno do autismo com alto funcionamento. A partir daí iniciei novas terapias, novas consultas, onde até os dias de hoje tenho acompanhamento destes profissionais. Até aqui enfrentei muitas barreiras, preconceito e a falta de empatia de muitas pessoas, como a própria campanha de conscientização deste ano está pregando. Mesmo assim com as dificuldades, realizei sonhos que muitos diziam ser impossíveis. Venci barreiras que pareciam intransponíveis e conquistei aquilo que afirmavam estar fora do meu alcance. Cada passo dado foi uma resposta ao preconceito, aos julgamentos e à incredulidade daqueles que nunca acreditaram em mim.
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Rádio Alegria FM – Como foi lidar com o preconceito?
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Rosina – Disseram que eu não seria capaz, que meus sonhos eram grandes demais e que o mundo era pequeno demais para mim. Mas eu provei o contrário. Provei que determinação, coragem e fé transformam limitações em degraus e impossibilidades em conquistas. Conquistei espaços que me disseram não pertencer.
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Rádio Alegria FM – Mesmo com muitas pessoas duvidando de sua capacidade, de onde você tirou tanta força para continuar?
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Rosina – Realizei metas que muitos duvidaram que eu sequer ousaria tentar. E, mais do que isso, descobri uma força dentro de mim que nenhuma adversidade pôde derrubar.
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Rádio Alegria FM – Qual é a mensagem que você deixa para os nossos ouvintes neste dia especial para você e para todos nós? O Dia de Conscientização do Autismo?
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Rosina – Se há algo que essa caminhada me ensinou, é que ninguém pode decidir o tamanho dos meus sonhos. Minha história é a prova viva de que tudo aquilo que parecia inalcançável, um dia, pode se tornar realidade. Porque, com fé e coragem, o que é impossível para o mundo, é apenas um começo para quem não desiste.

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